sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"O que mais preocupa é o silêncio dos bons"

Martin Luther King disse:
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
Isto me faz lembrar a estratégia de alguns em negligenciar a urgência dos outros porque não lhe é conveniente.
Simples: Basta emudecer e criar uma barreira de silêncio sobre as manifestações alheias até que se sintam sozinhos e inócuos.
Seria mais digno argumentar, insistir ou até brigar, mas desde que o respeito básico pela atenção ao ser humano fosse preservado.
Conheci gestores que usavam desse expediente e nunca se revelaram líderes. Ao contrário, eram odiados na surdina e continuavam a achar que lidar com pessoas era algo muito molenga, sem graça e sem muito futuro.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Duas experiências de atendimento radicais

Estive no shopping Tacaruna (Recife) e participei de duas experiências muito interessantes e radicais (opostas mesmo) de atendimento.

Experiência 1:

Ao tentar conectar à internet wifi, deparei-me com uma tela do provedor (Smartsat) que apresentava uma mensagem de erro e um telefone para suporte técnico. Liguei e foi prontamente atendido por uma pessoa de carne e osso (surpresa 1). Ela registrou o problema e pediu para eu aguardar um pouco enquanto ia verificar. Porém, disse que não precisava eu ficar aguardando na linha, pois ela retornaria a ligação para o meu celular (surpresa 2). Porém, aproveitei o tempo para ir a uma loja e não vi as 3 ligações para o meu celular (surpresa 3), pois estava no silencioso. Mas, ao checar o aparelho, vi que tinha chegado a seguinte mensagem: "Sr. Roberto, tentamos contato pelo celular mas só cai na caixa postal. Favor tentar o acesso a internet agora." (surpresa 4). Tentei e funcionou. Confesso que me senti gente nesse momento.

Experiência 2:

Depois do episódio acima, resolvi fazer um pequeno lanche no Habibs. Pedi um pastel e um copo de suco, paguei e fiquei aguardando a chamada. Depois de sairem alguns lanches, vi que existia um pequeno saco de papel na dispensa de sanduiches esperando alguém lembrar dele. Alertei a atendente que aquele poderia ser o meu tão esperado pastel. De fato, ela constatou que era o pretendido. Entregou-me e não disse mais nada. Começou a atender outros clientes. Então, eu tomei a liberdade de perguntar: - E o meu suco? Ela respondeu: - Sr. a culpa não é minha, a outra pessoa que lhe atendeu esqueceu de comandar o suco na cozinha, mas ele já está saindo. Eu disse: - Ótimo, ainda bem que você me avisou. - Outra coisa, a culpa não é nem sua e nem da sua amiga. A culpa é da lanchonete e ambas são as representantes dela para mim nesse momento.
Confesso que me senti um pouco menos gente nesse momento. Mas, ao lembrar da experiência 01, senti-me melhor novamente.

Duo perfeito

Simplesmente fantástica a virtuosidade desses dois no violão. Confiram:



Conheçam um pouco mais sobre eles em http://www.duosiqueiralima.com.br/portugues/index.php

Interface incompleta

Abaixo temos o painel de comando de uma máquina de café. Sem precisar pensar muito, dá pra entender que a máquina está aguardando que o usuário SELecione o tipo de bebida que vai querer.
Curioso é que, depois que a bebida fica pronta, o display fica limpo e nenhum aviso é emitido. É preciso que o usuário leia tudo o que está escrito no painel (letras brancas em fundo preto) para descobrir que a bebida estará pronta quando o display mostrar quatro traços (clique na foto para ampliar e veja o texto ao lado da seta).
Não seria mais simples usar o espaço do display para mostrar FIM, OK, DONE (pronto em inglês) etc ?





quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cuidado com as convicções

Gosto muito da frase de Nietzsche:
"As convicções são inimigas mais poderosas da verdade do que das mentiras"
Na minha história recente, conheci de perto a essência dessa sábia elucubração do filósofo niilista.
Cada um de nós carrega o seu próprio conjunto de (pre)conceitos e convicções, construídas a partir das experiências bem ou mal sucedidas, aos olhos do que considerávamos verdade em cada fase da nossa trajetória evolutiva.
Isso nos faz agir e reagir de diferentes formas e intensidades aos estímulos que nos chegam, mas, por outro lado, boicota a nossa capacidade de mudança e crescimento.
Para amadurecermos mais rápido precisamos nos desapegar um pouco dessas nossas construções e nos permitirmos olhar, com olhos mais ingênuos, tanto o novo e inesperado, como o óbvio. E nada mais comum do que usarmos esse nosso arsenal de impressões para julgar as pessoas. Por exemplo:
Alguém que não agiu como esperávamos nem sempre deve ser considerado um traidor.
Alguém que nos é útil por um momento, não estará sendo, necessariamente, nosso aliado.
Alguém que coloca em risco a sua posição de comodismo e expõe fraquezas e perigos, pode estar querendo sinalizar algo maior e mais importante que não está sendo valorizado ou percebido.
E assim a vida continua. Crescer como pessoa passa pela necessidade de desapego das nossas construções egoísticas que, apesar de necessárias, provam, com o tempo, como eram míopes.

domingo, 4 de outubro de 2009

O porquê do furo no cupom fiscal

Desde a primeira vez que usei os caixas rápidos de uma certa loja de varejo, ficava me perguntando porque, ao passar pela saída dessa bateria de caixas, um funcionário pedia o cupom fiscal para perfurar (um furo redondo igual aos furadores comuns de papel).
Um dia resolvi perguntar o motivo ao funcionário responsável pelos furos e, para a minha surpresa, ele disse que não sabia e apenas cumpria ordens. Aquilo me lembrou a história do jovem que foi contratado para bater com um martelo nas rodas dos trens quando estes chegavam à estação... (deixarei a explicação para outro momento)
Esta semana, fui novamente à referida loja (sou frequentador assíduo) e, aproveitando a vinda da supervisora ao caixa em que eu estava sendo atendido, perguntei novamente pelo motivo dos furos. Para minha aterrorizante surpresa, ela disse também desconhecer o motivo. Pensei que, por ser de um nível hierárquico superior, ela certamente saberia me responder.
Porém, maior não foi a minha surpresa ao perguntar ao funcionário dos furos (eu já tinha passado a sempre perguntar), pois, dessa vez, este soube me responder.
Explicou-me, detalhamente, que era para evitar a audácia de algum cliente desonesto que, ao encontrar um cupom (sem furo) perdido pelo estacionamento, resolvesse entrar na loja com o cupom no bolso, abastecer um carrinho com os mesmos itens do cupom e aproveitar um momento de sobrecarga dos caixas rápidos para passar direto à saída e, ao apresentar o cupom para receber o furo, ser liberado com a mercadoria.
Pensei bastante até perceber que isto aconteceria de qualquer modo caso o tal cliente achasse um cupom de alguém que, ao invés de passar pelos caixas rápidos, tivesse sido atendido pelas demais fileiras de caixas (pois estas não furam o cupom).
Porém, um pequeno detalhe na explicação do funcionário resolveu o enigma: Ele disse que ao furar o cupom tinha que conferir data e hora do cupom para garantir que a compra tinha acabado de se realizar. Isto sim, garantiria que o cupom não tivesse sido utilizado para a fraude.
UFA ! Finalmente, a explicação para o furo: Trata-se apenas de pretexto para pegar o cupom do cliente e conferir data/hora. Mais nada além disso.
De agora em diante, ficarei atento para saber se o funcionário que fura o cupom realmente olhará para o relógio todas as vezes... tenho uma discreta desconfiança que isso não acontece, pois lembro de muitas vezes em que o funcionário furou o cupom sem nem olhar para ele...
Isto ilustra o desencontro entre processos e pessoas.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Nome cibernético



Flagrei uma atendente das lojas Riachuelo com nome bastante curioso e atual.
Imagino a confusão quando alguém perguntar o email dela...